sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Cuidado para não tomar as exceções por regra

Conheço um cara que morava em Barbacena e, há cerca de 15 anos, numa quinta-feira, véspera de carnaval, estava indo pra BH e, como era de costume, comprou um queijo para cada tio que iria visitar (Nota: até hoje não se encontra em Belo Horizonte,queijos com a qualidade destes feitos em Barbacena).

Antes de ir à casa do primeiro tio, parou num posto afim de abastecer o carro. Sua carteira estava no porta-malas. Ao abri-lo, um cliente do posto viu os queijos (14 pra ser mas preciso) e perguntou se eram pra vender. O sujeito respondeu que sim e vendeu, ali mesmo, com ágio de mais de100%, os 14 queijos. O lucro pagou a gasolina e ainda sobrou pra curtir o carnaval.Os tios ficaram sem queijo... mas ele tinha dinheiro pra cerveja.

Passados alguns dias, de volta à Barbacena, pediu novamenteo carro pro pai desta vez pra levar os queijos que havia prometido. Dando uma de esperto, comprou não 14 mas 30 queijos.. Parou no mesmo posto e novamente vendeu todos.

Resumindo. Hoje, o José Arthur é um dos maiores distribuidores de laticínios em BH e RJ.

Bom, devemos destacar que essa é uma exceção. Exceção como a de um cara que estuda até a quarta série, fala [mal mal] um único idioma, frauda a previdência aposentando-se por invalides por ter perdido o dedo mínimo num acidente na fábrica e chega, por duas vezes à presidênciada república.

A regra é: estude e você chega lá. Lembre-se que esse presidente é o único, isso mesmo, único presidente não letrado que o Brasil teve. É mais fácil chegar lá pela universidade ou pelo chão da fábrica fraudando a previdência?

Felicidades e até a próxima.

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