sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

O Google é bom, mas nem tanto.

Há alguns dias li um artigo na web que dizia que a grande maioria dos alunos, ao fazer pesquisas escolares, simplesmente acessava o Google, inseria a palavra chave e pronto: o texto que o professor esperava, estava ali. Infelizmente sabemos que isso é verdade. Simples assim. E o pior é que ainda citavam como fonte, o próprio Google.

Não há dúvidas nenhuma que o Google é uma ferramentarevolucionária no que se refere à buscas na Web. Antes dele usávamos oAltaVista, Yahoo, Cadê e tantos outros (às vezes ao mesmo tempo) e a diferençanos resultados do buscador de hoje pros de alguns anos é espantosa. Mas oGoogle pode sim ser prejudicial.

Quando um aluno abre uma enciclopédia para pesquisar algo, mesmo que ele simplesmente copie o texto que está sob o verbete, ele pode sim aprender muito. Além do verbete que ele pesquisou, ele certamente “passou” o olho em alguns outros. Termos que nem imaginava que podiam constar numa enciclopédia. Caso seja um pouquinho curioso, parou e leu. Bingo... aprendeu alguma coisa.

São estas expressões que estão em torno do foco principal dapesquisa que o Google tira do aluno e, com isso, tira também a enormeoportunidade de aprender cada vez mais.

Aí vem outra questão mais interessante: será mesmo que as pessoas sabem pesquisar no Google? Neste caso sugiro dar uma lida em http://www.google.com.br/intl/pt_BR/help.html.

Só mais uma coisinha. Costumo dizer pros meus alunos que colocar GOOGLE como fonte de pesquisa é o mesmo que colocar BIBLIOTECÁRIA. Ambos indicam onde está a fonte e não são a fonte.

Até a próxima.

Cuidado para não tomar as exceções por regra

Conheço um cara que morava em Barbacena e, há cerca de 15 anos, numa quinta-feira, véspera de carnaval, estava indo pra BH e, como era de costume, comprou um queijo para cada tio que iria visitar (Nota: até hoje não se encontra em Belo Horizonte,queijos com a qualidade destes feitos em Barbacena).

Antes de ir à casa do primeiro tio, parou num posto afim de abastecer o carro. Sua carteira estava no porta-malas. Ao abri-lo, um cliente do posto viu os queijos (14 pra ser mas preciso) e perguntou se eram pra vender. O sujeito respondeu que sim e vendeu, ali mesmo, com ágio de mais de100%, os 14 queijos. O lucro pagou a gasolina e ainda sobrou pra curtir o carnaval.Os tios ficaram sem queijo... mas ele tinha dinheiro pra cerveja.

Passados alguns dias, de volta à Barbacena, pediu novamenteo carro pro pai desta vez pra levar os queijos que havia prometido. Dando uma de esperto, comprou não 14 mas 30 queijos.. Parou no mesmo posto e novamente vendeu todos.

Resumindo. Hoje, o José Arthur é um dos maiores distribuidores de laticínios em BH e RJ.

Bom, devemos destacar que essa é uma exceção. Exceção como a de um cara que estuda até a quarta série, fala [mal mal] um único idioma, frauda a previdência aposentando-se por invalides por ter perdido o dedo mínimo num acidente na fábrica e chega, por duas vezes à presidênciada república.

A regra é: estude e você chega lá. Lembre-se que esse presidente é o único, isso mesmo, único presidente não letrado que o Brasil teve. É mais fácil chegar lá pela universidade ou pelo chão da fábrica fraudando a previdência?

Felicidades e até a próxima.